quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Amigo

Olá, seja lá quem for esteja lendo isso.
O que irei retratar nessas próximas linhas se baseia em uma história real, bem, pelo menos uma parte dela, acredite ou não.
Sabe aquela coisa de que algumas crianças dizem às vezes sobre ter um amiguinho imaginário??
Pois bem, talvez não seja tão imaginário assim.
Tudo começou em meados de 1960.
Em uma casa simples, em uma vila simples em algum canto desse Brasil, havia um casal que mesmo com toda a dificuldade que a vida lhes davam, eram felizes. Já tinham dois filhos, até que a moça, ainda jovem fica grávida de seu terceiro.
Foi uma gravidez simples, normal, mas no oitavo mês, o bebê quis vir ao mundo, mas não agüentou e veio a falecer no parto.
Aquele casal ficou triste com a perda, mas não desistiram de ter outra criança, e alguns meses depois, ela novamente está grávida, e novamente foi tudo normal, e eis que um ano depois, um mês depois de ter feito um ano da perda de seu filho anterior, nasce essa criança.
Pura felicidade.
A criança foi crescendo, logo já estava dando seus primeiros passos, suas primeiras palavras.
E não demorou muito para que seus pais perceberem de que essa criança sempre estava sozinha, brincando, sorrindo, conversando.
Ao perguntar aquela criança, com quem ela estava conversando e brincando, era sempre a mesma resposta.
-Ora mamãe, você não está vendo?? É o meu irmão.
Se virava e continuava a brincar.
Sempre assim, durante toda a sua infância, brincando com seu irmão.
Mas que irmão??
Não havia ninguém ali com ele.
- Deve ser só um amiguinho imaginário, logo passa. Os pais diziam.
Mas não passava, era cada vez mais forte e era nítida a união daquela criança com seu “amigo imaginário”, sempre agora tratando como irmão.
O tempo foi passando e nada mudou, pelo contrario, a criança começou a dizer que “seu irmão”, estava fazendo isso ou aquilo em casa, pedindo para que devolva algo que pegou sem pedir, ou algo do tipo.
Os pais não agüentavam mais ver seu filho falando “sozinho” pelos cantos. A mãe todas as noites chorava com toda aquela cena que estava acontecendo em sua casa.
E no dia em que aquela criança, que já não era mais criança estava completando seus dezoito anos, a mãe novamente sentada em sua cama, chorando.
Naquele momento, aparece uma luz forte do seu lado na cama, ela se assusta, mas logo se acalma e aquela luz era seu filho, sim, aquele que havia falecido no parto.
Ele então passa suas mãos no cabelo daquela mulher e diz:
-Acalme-se mãe, eu estou bem, meu irmão está crescido e longe de qualquer coisa que venha a fazer mal, eu o protegi durante esses anos e agora estou partindo feliz por ver o homem que meu irmão se tornou.
Naquele momento, a luz foi se apagando, a mãe chorando, mas dessa vez feliz e aliviada, abraça seu filho dando os parabéns pelo seu aniversário e ele diz apenas uma coisa para ela:
- Não sou louco mãe, agora vê que crê em mim, meu irmão se foi!!





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