sexta-feira, 27 de outubro de 2017
O Robinier
Em alguma cidade do Sul de algum país do mundo, não se sabe direito a localização, mas isso pouco importa.
O que importa de fato, é que nessa pequena cidade havia um casal.
Um casal, jovem e romântico, como tantos outros que existiam naquela época e principalmente nessa cidade.
Todos ali que viviam eram muito felizes, não havia nenhum tipo de violência, bandidos, assaltos, assassinatos ou coisa do tipo, apesar de que mesmo assim, ali existisse um xerife.
Esse casal se conheceu ainda quando crianças, e foram crescendo juntos, dividindo toda a vida um com o outro, exatamente nasceram um para o outro, eram perfeitos, felizes, apaixonados.
O tempo foi se passando e aconteceu aquilo que estava mais do que óbvio. Eles se casaram. E como todo casamento jurou serem felizes e fieis um ao outro até que a morte os separa.
Mas e se por ventura, nem a morte separar? E se mesmo depois de uma “despedida eterna”, continuarem juntos? Enfim.
Todos os dias eles passeavam pela praça central, aonde havia muitas árvores, flores e pássaros cantavam, eles sentavam em baixo da mesma árvore e ali ficavam namorando, sorrindo, cantando e imitando os sons de alguns pássaros.
Mas infelizmente, ao chegar o inverno ela fica muito doente e ali se iniciava uma luta diária para a sua vida.
Ela de cama, ele procurando os melhores médicos da região e até mesmo de outros países para conseguir salvar a vida de sua amada. Tudo em vão, nenhum médico conseguia descobrir o que a tão bela moça tinha e nada poderia ser feito para salvá-la. Tomando alguns antibióticos para baixar a febre, mas nada adiantava.
A situação e saúde pioravam a cada dia, o rapaz triste com toda a situação, continuava a sua rotina mesmo sem sua amada. Passeava pela praça central, sentava em baixo da mesma árvore, cantava e imitava os sons dos pássaros, apenas não sorria, mas fazia sempre a mesma coisa de quando ela estava ao seu lado, após fazer isso, ele partia para a casa e ficava cuidando de sua amada.
Em uma certa tarde de Sol, depois de ter feito a mesma rotina de sempre, ele vá cuidar de seu amor e quando chega em sua casa e vá de encontro com ela, ele percebe que ela está muito quieta, uma pele já um tanto quanto gelada, sem respiração, sem pulso, sem a companheira que tanto ama. Ao lado da cama se encontra um papel meio que amassado, dobrado, ele o pega e lê o que está escrito:
“-Meu tão querido e doce amor, sinto que chegou a minha hora, não sofra por mim, eu amo você e sempre estarei contigo no nosso cantinho!!!!!!”
Depois de ter feito a leitura, ele não se agüenta e começa a chorar triste, perdeu o chão, perdeu seu amor.
Dias se passaram, e ele continuava de luto pela perda de sua amada, até que enfim ele decide continuar a sua rotina, fazendo sempre as mesmas coisas que sempre fez ao lado dela.
Passeava pela praça central, sentava em baixo da mesma árvore, cantava e imitava os sons dos pássaros. Todos os dias a mesma coisa.
Mas um dia ele começa a perceber algo diferente embaixo dessa árvore, uma paz, uma luz, uma felicidade, uma presença e quando ele se levanta e olha para a árvore, percebe que vê o rosto de sua amada agora falecida, folhas balançam, um vento leve começa a circular ao redor dele, um suspiro e ele ouve algo como se fosse um canto de um pássaro, mas não era, era na verdade como ela imitava os pássaros, se assusta com tal fenômeno e sai disparado, assustado.
No outro dia ele volta para o mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas de sua rotina, senta embaixo da árvore e começa a cantarolar e é correspondido, flores nascem em volta da árvore, o cheiro do perfume que ela usava, o mesmo perfume.
“-Obrigado meu amor, por não me abandonar!!!” –diz o rapaz dessa vez feliz.
Pequenas folhas e gravetos começam a cair da árvore, formando algo no chão.
Quando ele se levanta percebe que tem algo escrito e ele lê:
“-Nem a morte nos separa. Eu te amo.”
sábado, 21 de outubro de 2017
Filha do Mal
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
O Tempo
sábado, 14 de outubro de 2017
Escuridão
No final das sombras há um vale
Um vale escuro
Um vale sombrio
Vazio, morto
Um lago negro
Árvores mortas que produzem frutos podres
Um cheiro forte, o qual entra pelo nariz
Percorre por todo o corpo
Ocupa o cérebro dando uma leve e incômoda tontura
Mas ainda há um vale
Sem sinal de vida alguma
Só aquela pura e imensa escuridão
Um vento aqui, outro assovio ali
Mas sem vida
Mas ainda há um vale
No final das sombras.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Barulho
Uma explosão programada
Gritos por todos os lados
Berros por todos os cantos
Barulho.
O telefone que chama
Na cama a mulher que ama
O telefone que não para de tocar
A mulher que não para de gritar
Barulho.
Na rua só se ouve buzinas
O choro daquela menina
Os cachorros que não param de latir
Sorridentes as pessoas tentam iludir
Barulho
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Você
você me apareceu como um botão de uma flor.
A flor mais bela,
a flor mais cheirosa.
Meu girassol,
me sinto o Sol.
Você.
Difícil de explicar,
tão simples de sentir
sua presença,
seu canto,
seu sorriso,
seu encanto.
Você.
Estarei lhe protegendo,
te cuidando,
te regando,
te amando.
Ciclo novo é esse
com novos projetos,
novos ideias.
Devora-me,
sinta-me,
Deseja-me.
Oh, minha tão doce e faminta loba.
Tudo isso tem um siginificado
e é
Incrivelmente você!!!
domingo, 1 de outubro de 2017
Liberdade
Livre.
Não sei se essa é a palavra certa.
Livre.
Não me sinto mais preso nas correntes
Naqueles sentimentos, em você, em mim.
Livre.
Estou num lugar aonde eu não gostaria de estar.
Não estou aonde eu gostaria de estar.
Não estou no trabalho rotineiro.
Não estou na vida.
Mas livre.
Livre de você.
Livre de mim.
Liberdade nos ideais.
Liberdade nas pernas.
Liberdade nos pensamentos.
Livre.


