quando já não existe mais o que?
Quantas lágrimas ainda
Vão rolar,
mesmo com os olhos já em
carne viva?
É a festa de um homem só.
Ruas vazias, tudo fechado
é o momento de
abrir o coração.
Ser "mais humano" talvez
mas as bombas ainda
Beijam esse chão.
Noites mal dormidas
vendo tantas vidas perdidas
O medíocre ainda
brinca de malabarismo
com a doce e bela morte.
Na festa de um homem só
vamos tocar a mais bela canção
Vamos bailar em meio a multidão
Vamos comemorar os que sobrarão.
É a festa de um homem só
É a brincadeira
Daquele que não se vê
E quem sabe não fala
Mudo, não diz
Essa é a festa de um homem só.
Corpo suado
Mente barulhenta.
Gritos que só você ouve
Carnes dilaceradas
Corações partidos
E assim seguimos.
Nessa festa de um homem só.