sábado, 30 de junho de 2018
A Companheira Noturna
domingo, 17 de junho de 2018
O Andante
Os pés estão só bolhas
Na testa o suor escorre
O Sol sobre a cabeça
Um calor escaldante.
Os lábios rachados
Ardem e sangram
Sem rumo
Sem destino.
Necessidade apenas
De continuar a seguir
Sem se importar
Aonde isso tudo irá terminar.
Já não se houve
Não se sente
Talvez
por tanto sentir.
A estrada esburacada
Lembra a pele em seu rosto.
Em busca de alguma felicidade.
Algum outro sentimento.
...existem tantos.
A luta ainda continua
Assim como seu caminhar rasteiro.
domingo, 10 de junho de 2018
Tudo é Nada
Todos têm suas próprias razões
Soluções, decisões.
Todos buscam suas próprias emoções, conclusões.
Uma vasta imensidão de sentimentos
Um enorme turbilhão de tormentos
Coisas que não devem estar ali
Ou aqui
Transborda a cabeça em chamas
Como se fosse um vulcão em erupção
Um tsunami de lágrimas.
Um tornado de indecisões.
Um corpo em queda livre
Preso em seus próprios braços
Como se fosse um polvo
Envolvendo e sufocando
Eu seus próprios tentáculos.
Aquele vale sombrio e escuro??
Lembra??
Não lembra.
Pouco importa.
Mas o vale ainda continua.
E continuamos assim como esse vale
Estejamos em nosso lugar
Mesmo que não nos sentimos enquadrados
Colocados a ferro e fogo.
Uma marca estampada no couro.
E a pintura do palhaço sorridente,
ainda esconde a tristeza emitente.
sábado, 2 de junho de 2018
Hoje Não
Hoje não venho falar de flores
Tão pouco de odores.
Venho falar de tristezas e mágoas
Daquilo que maltrata.
Revolta insana
Lutas diárias, guerra que engana.
Venho falar do medo que afronta.
Do frio na espinha,
Das manchetes nos jornais.
Venho falar da liberdade explícita
Da luta em vão.
Das noites sem dormir
Na companhia da escuridão.
Não venho falar de flores
Hoje prefiro os rumores.
Grito, luto, caio e levanto.
E você, aí do outro lado
De que lado você está?