sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Aos Anônimos

Sinto-me invadido nessa poeira
Me encanto com o som do vento que assovia
Me balanço vendo os pássaros voando
Vou caminhando, seguindo a mesma estrada

Nessa estrada longa da vida
Onde a poesia é minha companhia
Sou o que a saudade comina.

Sigo sem encontrar um rumo
Será que esse rumo existe?!
Vivo dando um passo em frente, dois Atrás... e entre  erros e acertos
Vou-me encontrando... ou talvez não.

Vivo um dia após o outro
E a cada momento percebo que estou cada vez mais longe
Mais distante de tudo
Distante de você, de mim.

Será a distância nosso fim?
Terá tudo isto sido em vão?
Não!!! Não me mexo, e não aceito.
Nego-me  aceitar o que já sei...
O fim chegou... e eu?
O que restou de mim?!
Pedaços sem fim.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Mão e o Pé

Estenda a mão
Não force o pé
Levante o pé
Sinta o pulso.

Sinta a força em sua mão
Não deixe que puxe seu pé
Receba a chuva em suas mãos
Sinta a terra em seus pés

Não confunda a mão com o pé
Não meta os pés pelas mãos
Não pegue tudo o que sua mão alcançar
Adiante o pé para continuar a andar

Use suas mãos para carícias
Não para machucar
Use seus pés para ajudar a caminhar
Não para alguém chutar.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Estrada a Seguir

Vou pela estrada
Seguindo o meu caminho
Esse trajeto que desconheço
Nem ao menos aonde irei parar
Aonde irei terminar
Quando o dia chegar.

Aonde irei terminar?
O que espera por mim?
Que caminho percorrer?
Não consigo me conter.

Os dias passam lentos
As noites eu nem as vejo
Me deito pensando no amanhã
Um amanhã que até prevejo.

Prevejo uma manhã de Sol
Ou quem sabe, intensa na escuridão
E a estrada continuarei seguindo
Um caminho que desconheço.