Todo dia passa a ser o mesmo
O mesmo indicio
O mesmo propício
Andar por sobre as pedras
Me parece ser tão doloroso
Não tenho por onde ir
Você passa dia após dia
Tentando ser algo diferente
Inconsciente
Dedos ferventes
Não passa de barulhos na mente
Corro o meu risco
Mas é meu
Corro quantas vezes for necessário
Apenas por continuar assim
Finjo de otário.
Não importa o que eu faça
O que eu diga
O que eu mostre
Fale, gesticule, grite
Aos quatro cantos do mundo continua o mesmo.
O frio intenso na barriga
Sabe que é o mesmo no coração
Turbilhões na mente
Propagam o vasto vazio de meu quarto
É apenas mais uma noite
Nem sei mais o que fazer
Na verdade nem quero mais
No momento só resta fechar as cortinas
E esperar o aplauso do publico
Nessa imensidão de cadeiras vazias.